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Controle de emissões atmosféricas em cerâmicas: o que o empreendedor precisa saber
Controle de emissões atmosféricas em cerâmicas: o que o empreendedor precisa saber
19 mai 2022 - Por Marcos Cordeiro, engenheiro ambiental
Controle de emissões atmosféricas em cerâmicas: o que o empreendedor precisa saber

     A cerâmica é uma das atividades industriais mais antigas do Brasil. Ela comporta milhares de unidades fabris e uma das atividades econômicas mais importantes para o ramo da construção civil. Mas você sabe que ela também tem uma relevância ambiental muito importante?

      Esse artigo vai te explicar porque o empreendedor de uma indústria cerâmica deve estar atento às emissões de poluentes atmosféricos.

A legislação ambiental e as indústrias cerâmicas

     Principalmente quando se trata de emissões de poluentes na atmosfera, a indústria cerâmica é motivo de preocupação por parte do poder público por uma razão especial: a secagem dos produtos utilizando o calor vindo da queima, geralmente, de lenha ou outros derivados de madeira.

      Se por um lado os órgãos públicos fazem seu papel de fiscalizar e criar leis para o controle dessas emissões, o empreendedor deve também se precaver e estar atento das suas obrigações legais em relação às emissões atmosféricas.

      No Paraná, a legislação que trata do assunto é a SEMA nº 016/2014. Ela apresenta uma série de classificações para poder determinar, por fim, qual o limite de um determinado poluente a indústria pode emitir na atmosfera e com qual frequência deve monitorar.

      É necessário saber, por exemplo, se a combustão do equipamento é externa ou “não externa”. No primeiro caso, significa que o produto da combustão não entra em contato com o produto processado.

      O segundo caso é exatamente o oposto: o calor da queima e os gases provenientes entram em contato direto com o produto processado, e é aqui que a grande maioria das indústrias cerâmicas se enquadram.

      Mas não para por aí. Ainda é necessário estabelecer o tipo de combustível utilizado, quais parâmetros monitorar e a Potência Térmica dos equipamentos.

Ter um auxílio profissional é importante

      Identificar e classificar as emissões atmosféricas de uma indústria cerâmica não é uma tarefa tão simples. Uma classificação errada pode gerar custos desnecessários para a empresa e um gasto desnecessário de tempo.

      Além disso, ao longo do próprio monitoramento é possível fazer ajustes de modo a diminuir o nível de emissão da fonte e assim garantir que a empresa se enquadre nos limites da legislação.

     Um bom técnico de monitoramento atmosférico prestará atenção ao combustível utilizado, às entradas de ar ao longo do processo e à potência utilizada na queima do combustível, por exemplo, de modo a garantir bons resultados e a qualidade ambiental do processo como um todo.

      Por isso, converse sempre com o seu consultor e forneça todas as informações necessárias para que tanto o enquadramento do processo como o próprio monitoramento sejam realizados corretamente.

 

A CMB Consultoria conta com uma equipe especializada e uma vasta experiência em indústrias cerâmicas. Entre em contato conosco que podemos te ajudar!